Educação a distância é a que mais cresce no Brasil, segundo censo do MEC

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Educação a distância é a que mais cresce no Brasil, segundo censo do MEC

Educação a Distância (EAD) é a modalidade de ensino que mais cresce no Brasil. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), das 3,3 milhões de matrículas no ensino superior, registradas entre os anos de 2003 e 2013, um terço correspondia a cursos a distância, sendo a maioria na rede privada de ensino. De 49.911 alunos em 2003, o número saltou para 1.153.572, dez anos depois. Desse total, 86% correspondia a instituições particulares de educação superior. Em 2014, segundo dados Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), o total de matriculados já ultrapassava a marca de 3,8 milhões.

 

Segundo o Professor Doutor Luciano Sathler, Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e Diretor de EAD da Universidade Metodista, os motivos para essa expansão são diversos, sendo os principais o Decreto Nº 5622, de 2005, que reconhece a EAD como uma modalidade de ensino, e sua consequente regulação pelo MEC, em 2006. Ao mesmo tempo, nesses anos, nós tivemos o avanço da internet em todo o Brasil, com mais pessoas tendo acesso […] e também uma demanda maior por ensino superior, que tem levado a uma busca de mais opções para conseguir o diploma”, explica Sathler.

 

Para o professor, entre os benefícios oferecidos por essa modalidade estão as mensalidades mais acessíveis, os horários flexíveis e a possibilidade de estudar em qualquer lugar. “Temos um público adulto muito grande, já que a população brasileira está envelhecendo, e eles, geralmente, preferem a educação a distância, pois dá flexibilidade de tempo e espaço, e também de ritmo de estudos”, conta Sathler.

 

As Instituições de ensino

Segundo o último censo da ABED, referente ao ano de 2014, das 226 instituições que oferecem cursos ou disciplinas em EAD, 64% pertencem à rede privada, enquanto 36% são instituições públicas de ensino. Apesar de 67% delas já estarem no mercado de educação presencial há mais de 20 anos, a oferta de cursos a distância é mais recente, com 64% atuando a menos de 10 anos no segmento.

 

Uma tendência que vem sendo observada nos últimos anos é uma maior adesão de universidades consideradas “tradicionais”, e famosas por seus cursos presenciais, à modalidade de EAD. “Nós temos um volume de credenciamentos que estão sendo liberados pelo MEC, que é crescente, e temos também novos pedidos dessas instituições, para entrarem no mercado de graduação e pós a distância”, conta Luciano Sathler.

 

A Universidade Metodista de São Paulo é um exemplo de instituição que resolveu apostar na nova modalidade. Em 2016, a universidade completa 10 anos de atuação no mercado de educação a distância por meio da EAD Metodista. Até agora, mais de 18 mil alunos já se formaram em cursos oferecidos pela instituição, que conta com 37 polos e 121 unidades ativas, em 24 estados brasileiros, com um total de 6.900 estudantes matriculados na graduação e 1.100 na pós-graduação.

 

Aprender a distância

A professora Adriana Barroso, coordenadora de Educação a Distância da Metodista, acredita que o ensino conectado constrói, diariamente, novos conhecimentos, mas que, apesar da distância, a responsabilidade da instituição permanece a mesma. Para ela, a informação e a aprendizagem são elementos de poder e empregabilidade, cabendo à universidade a responsabilidade de formar profissionais ativos, competitivos, prontos para dar respostas às necessidades atuais do mercado e às que estão por vir.

 

Um exemplo disso é a psicopedagoga Alexandrina Alves de Freitas, formada em Pedagogia pela Metodista em 2010. Hoje, Alexandrina trabalha com crianças especiais, além de se dedicar à carreira de atriz e cineasta. Para ela, a qualidade da graduação à distância é indiscutível. “Os professores ajudam muito. Além de aulas bem dadas, há muita orientação”, conta.

Matéria extraída de: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/02/22/1136578/educacao-distancia-cresce-brasil-segundo-censo-mec.html

2 Comentários

  1. Frederica disse:

    É notório o crescimento do EAD no Brasil, possibilitando para que já está inserido no mercado de trabalho se aprimorar e com isso crescer desbravando novos desafios que surgem com o conhecimento. Precisamos sobretudo que as instituições privadas entendam o EAD com o uma modalidade de educação e não apenas como um comércio de diplomas e despreparando os alunos. Outro ponto que precisa melhorar é o papel do tutor que pra mim tem o mesmo status do professor presencial, maa com habilidades tecnológicas e interacionais avançadas.

  2. Gérson disse:

    Eu concluí minha graduação e especialização a distância em 2012 e 2014 respectivamente. Pena que infelizmente, ainda não há horizontes para diversos cursos de Mestrado Acadêmico a distância no Brasil, fato que já é realidade nos diversos países desenvolvidos.

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